«A certeza da morte tem menos influência sobre a conduta humana do que seria de esperar.» (A. L. Gordon)
Este blogue - tal como o livro "O meu outro pai" - pretende ser um tributo ao meu pai e à minha mãe e um meio de comunhão com quem se encontre a viver um processo de luto. Será um espaço de diálogo alma a alma. Por isso, quem o desejar pode colocar aqui feedbacks da leitura do livro e/ou partilhar experiências e sabedorias do luto. Deixem o vosso comentário no final das mensagens publicadas ou enviem as vossas opiniões e relatos para zezabijoias@gmail.com.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Como enfrentar a morte?
«A morte de uma pessoa chegada é sempre um momento muito duro. É a despedida de alguém que já não vais voltar a ver. Muito do que essa pessoa significava para ti se desmorona a teus pés. É por isso que muitas pessoas preferem não pensar, não falar na morte.
No entanto, ignorá-la é uma imprudência e um desperdício. Nunca saberás nem o dia nem a hora, mas um dia tudo acaba. Ter consciência da morte é o começo de uma nova vida: porque passas a relativizar os teus problemas mas, sobretudo, porque valorizas devidamente aquilo que é mesmo essencial.
E seguirás adiante, confiante e não amedrontado, porque sabes que há um futuro que a morte não apaga.»
(P.e João Delicado, sj)
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Diálogo de duas crianças sobre a Ressurreição
No colo de DEUS
Um rapazinho contava aos colegas da escola:
- O Leo não quer morrer. Morrer deve ser a pior coisa do mundo. Porque quando nós morremos, somos postos no caixão e mandam-nos para debaixo da terra.
Um deles declarou:
- Não! Quando a gente morre, se a gente está com Jesus, a gente vai para o Céu.
Outro respondeu:
- Não vai, não. Depois de morto, como é que vais para o Céu?
Então, o rapazinho pensou e disse:
- Já alguma vez adormeceste no sofá?
- Eu já!
- E quando acordaste no dia seguinte, estavas no sofá?
- Não. Estava na minha cama.
- E como é que foste para a cama, a dormir?
- Ah! O meu pai e minha mãe pegam-me ao colo e levam-me do sofá para o quarto.
- É a mesma coisa: Jesus ensinou que, quando nós morremos, morremos ali naquele sofá, naquele caixão, e quando estamos a dormir, o Pai vem, pega em nós ao colo e põe-nos no Céu.
(Padre Léo)
Um rapazinho contava aos colegas da escola:
- O Leo não quer morrer. Morrer deve ser a pior coisa do mundo. Porque quando nós morremos, somos postos no caixão e mandam-nos para debaixo da terra.
Um deles declarou:
- Não! Quando a gente morre, se a gente está com Jesus, a gente vai para o Céu.
Outro respondeu:
- Não vai, não. Depois de morto, como é que vais para o Céu?
Então, o rapazinho pensou e disse:
- Já alguma vez adormeceste no sofá?
- Eu já!
- E quando acordaste no dia seguinte, estavas no sofá?
- Não. Estava na minha cama.
- E como é que foste para a cama, a dormir?
- Ah! O meu pai e minha mãe pegam-me ao colo e levam-me do sofá para o quarto.
- É a mesma coisa: Jesus ensinou que, quando nós morremos, morremos ali naquele sofá, naquele caixão, e quando estamos a dormir, o Pai vem, pega em nós ao colo e põe-nos no Céu.
(Padre Léo)
Que Deus?
Boss AC
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=VSTGhKsvqkE
Há perguntas que têm de ser feitas...
Quem quer que sejas, onde quer que estejas,
Diz-me se é este o mundo que desejas,
Homens rezam, acreditam, morrem por ti,
Dizem que estás em todo o lado mas não sei se já te vi,
Vejo tanta dor no mundo, pergunto-me se existes,
Onde está a tua alegria neste mundo de homens tristes?
Se ensinas o bem, porque é que somos maus por natureza?
Se tudo podes, porque é que não vejo comida à minha mesa?
Perdoa-me as dúvidas, tenho de perguntar,
Se sou teu filho e tu amas, porque é que me fazes chorar?
Ninguém tem a verdade, o que sabemos são palpites.
Se sangue é derramado em teu nome, é porque o permites?
Se me deste olhos, porque é que não vejo nada?
Se sou feito à tua imagem, porque é que durmo na calçada?
Será que pedir a paz entre os homens é pedir demais?
Porque é que sou discriminado se somos todos iguais?
Porquê?!
Porque é que os Homens se comportam como irracionais?
Porque é que guerras, doenças matam cada vez mais?
Porque é que a Paz não passa de ilusão?
Como pode o Homem amar com armas na mão? Porquê?
Peço perdão pelas perguntas que têm de ser feitas.
E se eu escolher o meu caminho, será que me aceitas?
Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei...
Eu acredito é na Paz e no Amor...
Por favor, não deixes o mal entrar no meu coração,
Dou por mim a chamar o teu nome em horas de aflição,
Mas tens tantos nomes, és Rei de tantos tronos,
E se o Homem nasce livre porque é que é alguns são donos?
Quem inventou o ódio, quem foi que inventou a guerra?
Às vezes acho que o inferno é um lugar aqui na Terra,
Não deixes crianças sofrer pelos adultos.
Os pecados são os mesmos o que muda são os cultos.
Dizem que ensinaste o Homem a fazer o bem,
Mas no livro que escreveste cada um só leu o que lhe convém,
Passo noites em branco quase sem dormir a pensar,
Tantas perguntas, tanta coisa por explicar,
Interrogo-me, penso no destino que me deste,
E tudo o que acontece é porque tu assim quiseste.
Porque é que me pões de luto e me levas quem eu amo?
Será que essa é a justiça pela qual eu tanto reclamo?
Será que só percebemos quando chegar a nossa altura?
Se calhar, desse lado está a felicidade mais pura.
Mas se nada fiz, nada tenho a temer,
A morte não me assusta o que assusta é a forma de morrer...
Porque é que os Homens se comportam como irracionais?
Porque é que guerras, doenças matam cada vez mais?
Porque é que a Paz não passa de ilusão?
Como pode o Homem amar com armas na mão? Porquê?
Peço perdão pelas perguntas que têm de ser feitas
E se eu escolher o meu caminho, será que me aceitas?
Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei...
Eu acredito é na Paz e no Amor...
Quanto mais tento aprender, mais sei que nada sei,
Quanto mais chamo o teu nome, menos entendo o que te chamei!
Por mais respostas que tenha, a dúvida é maior,
Quero aprender com os meus defeitos, acordar um homem melhor,
Respeito o meu próximo para que ele me respeite a mim,
Penso na origem de tudo e penso como será o fim.
A morte é o fim ou é um novo amanhecer?
Se é começar outra vez, então já posso morrer...
(Ao largo ainda arde, a barca da fantasia,
o meu sonho acaba tarde,
acordar é que eu não queria...)
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=VSTGhKsvqkE
Há perguntas que têm de ser feitas...
Quem quer que sejas, onde quer que estejas,
Diz-me se é este o mundo que desejas,
Homens rezam, acreditam, morrem por ti,
Dizem que estás em todo o lado mas não sei se já te vi,
Vejo tanta dor no mundo, pergunto-me se existes,
Onde está a tua alegria neste mundo de homens tristes?
Se ensinas o bem, porque é que somos maus por natureza?
Se tudo podes, porque é que não vejo comida à minha mesa?
Perdoa-me as dúvidas, tenho de perguntar,
Se sou teu filho e tu amas, porque é que me fazes chorar?
Ninguém tem a verdade, o que sabemos são palpites.
Se sangue é derramado em teu nome, é porque o permites?
Se me deste olhos, porque é que não vejo nada?
Se sou feito à tua imagem, porque é que durmo na calçada?
Será que pedir a paz entre os homens é pedir demais?
Porque é que sou discriminado se somos todos iguais?
Porquê?!
Porque é que os Homens se comportam como irracionais?
Porque é que guerras, doenças matam cada vez mais?
Porque é que a Paz não passa de ilusão?
Como pode o Homem amar com armas na mão? Porquê?
Peço perdão pelas perguntas que têm de ser feitas.
E se eu escolher o meu caminho, será que me aceitas?
Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei...
Eu acredito é na Paz e no Amor...
Por favor, não deixes o mal entrar no meu coração,
Dou por mim a chamar o teu nome em horas de aflição,
Mas tens tantos nomes, és Rei de tantos tronos,
E se o Homem nasce livre porque é que é alguns são donos?
Quem inventou o ódio, quem foi que inventou a guerra?
Às vezes acho que o inferno é um lugar aqui na Terra,
Não deixes crianças sofrer pelos adultos.
Os pecados são os mesmos o que muda são os cultos.
Dizem que ensinaste o Homem a fazer o bem,
Mas no livro que escreveste cada um só leu o que lhe convém,
Passo noites em branco quase sem dormir a pensar,
Tantas perguntas, tanta coisa por explicar,
Interrogo-me, penso no destino que me deste,
E tudo o que acontece é porque tu assim quiseste.
Porque é que me pões de luto e me levas quem eu amo?
Será que essa é a justiça pela qual eu tanto reclamo?
Será que só percebemos quando chegar a nossa altura?
Se calhar, desse lado está a felicidade mais pura.
Mas se nada fiz, nada tenho a temer,
A morte não me assusta o que assusta é a forma de morrer...
Porque é que os Homens se comportam como irracionais?
Porque é que guerras, doenças matam cada vez mais?
Porque é que a Paz não passa de ilusão?
Como pode o Homem amar com armas na mão? Porquê?
Peço perdão pelas perguntas que têm de ser feitas
E se eu escolher o meu caminho, será que me aceitas?
Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei...
Eu acredito é na Paz e no Amor...
Quanto mais tento aprender, mais sei que nada sei,
Quanto mais chamo o teu nome, menos entendo o que te chamei!
Por mais respostas que tenha, a dúvida é maior,
Quero aprender com os meus defeitos, acordar um homem melhor,
Respeito o meu próximo para que ele me respeite a mim,
Penso na origem de tudo e penso como será o fim.
A morte é o fim ou é um novo amanhecer?
Se é começar outra vez, então já posso morrer...
(Ao largo ainda arde, a barca da fantasia,
o meu sonho acaba tarde,
acordar é que eu não queria...)
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
não somos daqui
Uma das virtudes da doença e da velhice é que nos recorda que não somos daqui. Lembra-nos que não pertencemos a este mundo. Traz-nos à memória que, para estarmos aqui, tivemos de nascer e que um dia, para sairmos deste mundo, seremos chamados a nascer outra vez. Diz S. Paulo que esse dia chegará de noite, como um ladrão, não para nos roubar, mas para nos devolver a onde pertencemos por direito próprio, como filhos da Luz.
(João Delicado, s.j. - http://rfm.sapo.pt/reflectir.aspx?tab=5 Ja Agora - Sabado_21Jan12)
(João Delicado, s.j. - http://rfm.sapo.pt/reflectir.aspx?tab=5 Ja Agora - Sabado_21Jan12)
não somos daqui
Uma das virtudes da doença e da velhice é que nos recorda que não somos daqui. Lembra-nos que não pertencemos a este mundo. Traz-nos à memória que, para estarmos aqui, tivemos de nascer e que um dia, para sairmos deste mundo, seremos chamados a nascer outra vez. Diz S. Paulo que esse dia chegará de noite, como um ladrão, não para nos roubar, mas para nos devolver a onde pertencemos por direito próprio, como filhos da Luz.
(João Delicado, s.j. - Ja Agora - Sabado_21Jan12)
(João Delicado, s.j. - Ja Agora - Sabado_21Jan12)
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Invisíveis, não ausentes!
Victor Hugo, o grande génio literário desaparecido no século xix, que foi também um defensor dos tiranizados e das mais nobres causas sociais, assim como promotor do ensino e da educação, deixou algumas obras póstumas. Numa delas, que versa a imortalidade, pode ler-se:
- «A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra.
Na morte, o homem acaba e a alma começa.»
Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto. Digam se não é verdade que ainda há ali alguém e que não acabou tudo?
Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu irá além.»
- «A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo. É demasiado pesado para esta terra.»
- «A morte é uma mudança de vestimenta.»
- «A morte é uma continuação. Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.»
- «Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem. Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é espírito.»
Victor Hugo estava certo: a morte não é uma desgraça, é uma libertação! As pessoas tornam-se invisíveis, mas não estão ausentes!
(Pintura de Célia Fenn)
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