Victor Hugo, o grande génio literário desaparecido no século xix, que foi também um defensor dos tiranizados e das mais nobres causas sociais, assim como promotor do ensino e da educação, deixou algumas obras póstumas. Numa delas, que versa a imortalidade, pode ler-se:
- «A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra.
Na morte, o homem acaba e a alma começa.»
Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto. Digam se não é verdade que ainda há ali alguém e que não acabou tudo?
Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu irá além.»
- «A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo. É demasiado pesado para esta terra.»
- «A morte é uma mudança de vestimenta.»
- «A morte é uma continuação. Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.»
- «Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem. Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é espírito.»
Victor Hugo estava certo: a morte não é uma desgraça, é uma libertação! As pessoas tornam-se invisíveis, mas não estão ausentes!
(Pintura de Célia Fenn)

É uma libertação demasiado precoce, por vezes. E talvez, o último dos tabus.
ResponderEliminarBeijinhos e boa sorte para amanhã. Que a morte não seja o tema principal :-)
Mana