Páginas

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

A vida é isto...


«A vida é isto: 
as escolhas que fazemos, 
as pessoas que conhecemos, 
os amores que vivemos,
as dores que padecemos 
e os legados que deixamos.»
Kaluxa Sousa Eddie Sousa, em «Os Três Eus»

domingo, 11 de janeiro de 2015

O luto à nossa maneira


«É importante aceitarmos esse período escuro, essa realidade triste, esse “nunca mais”. Não somos obrigados a enfrentar uma fase tão dura da nossa vida com actos de heroísmo. Esta não é a altura para sermos heróis. Podemos lamentar-nos, dizer que temos saudades, chorar muito, sozinhos ou acompanhados. Quando é que começámos a ter vergonha de chorar as pessoas que perdemos? Somos adultos mas podemos sentir-nos pequeninos, desamparados, fragilizados. Vamos precisar de apoio e de carinho.
Hoje, choro quando tenho de chorar, penso quando tenho de pensar, relembro quando tenho de relembrar. Sem vergonha, sem medo do que os outros possam pensar.»
(Marta Aragão Pinto, No Céu a Olhar por Mim, pág. 145)


Comunhão na dor


«Estou na pele de quem sofre. É isto que sinto. Quando alguém próximo de mim passa por uma situação destas – da morte de alguém importante – eu sofro porque sei aquilo que estão a sentir, o buraco para onde deslizam devagar e do tempo que demora a sarar uma ferida tão grande. Conheço essa dor que nos paralisa e nos prende o coração.
Nos primeiros tempos, não sentimos nada, nem o que nos dói nem o que nos faz bem. Fazemos o que nos é pedido, aguentamos o dia, esperamos a noite para descansar do esforço de sobreviver. Chegará o dia em que, devagar, vamos acordando para a nova realidade. É uma escolha, teremos de ser nós a decidir. Para podermos voltar a sentir o bom, a experimentar a alegria e a felicidade, teremos de percorrer todos os caminhos da dor. É preciso fazer o luto. Correr o risco de sofrer – porque vamos sofrer, muito – para, depois, nos alimentarmos do amor. Porque o amor nunca morre.»

(Marta Aragão Pinto, No Céu a Olhar por Mim, págs. 144, 145)