A vida é o maior dom
O homem concreto não quer morrer mas morre. Esta existência, aqui, é finita e, talvez por isso mesmo, ainda mais valiosa. Há, no entanto, mais mundos. Mais vida. Pode bem ser que este mundo seja parte de um todo maior, talvez uma aventura por onde se passa antes de retornar à nossa terra. Uma espécie de porta estranha que se atravessa para chegar ao lugar de onde se terá saído!
Não se consegue fugir da morte. Mas são muitos os que não percebem que a vida é o maior de todos os dons, e por isso fogem dela! Incapazes de compreender que por maior que seja a riqueza de um homem, o mais importante não se pode comprar – apenas se pode receber, generosa e gratuitamente, de quem nos amar. Sem que se apliquem, sequer, as lógicas de expectáveis reciprocidades...
Pensar na morte ajuda a compreender o que somos. A sua proximidade devia fazer-nos sentir mais vivos. Carregamos a nossa morte pela vida. Carregamos a fé de saber que a morte não nos destrói, apenas nos leva daqui...
Valerá a pena pensar, e amar, com o cuidado absoluto de deixar de lado tudo quanto não é senão mera superficialidade. O que sobra, muito pouco, abrace-se.
(José Luís Nunes Martins)
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