Nos primeiros tempos, não sentimos nada, nem o que nos dói
nem o que nos faz bem. Fazemos o que nos é pedido, aguentamos o dia, esperamos
a noite para descansar do esforço de sobreviver. Chegará o dia em que, devagar,
vamos acordando para a nova realidade. É uma escolha, teremos de ser nós a
decidir. Para podermos voltar a sentir o bom, a experimentar a alegria e a
felicidade, teremos de percorrer todos os caminhos da dor. É preciso fazer o
luto. Correr o risco de sofrer – porque vamos sofrer, muito – para, depois, nos
alimentarmos do amor. Porque o amor nunca morre.»
(Marta Aragão Pinto, No Céu a Olhar por Mim, págs. 144, 145)

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