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terça-feira, 1 de julho de 2014

EU AINDA PRECISO DA MINHA MÃE!

Lembrando o dia 29 de Junho, em que fez 19 anos que a minha mãe morreu, aqui vai para ela, numa altura em que tenho tanto tempo de vida com ela como sem ela, algo que continuo a sentir:

«Eu ainda preciso da minha mãe!!!
Não importa quantos anos tenho.
A minha mãe fez-me rir…
Secou as minhas lágrimas…
Abraçou-me confortavelmente…
Viu-me triunfar…
Viu-me cair…
Incentivou-me a manter-me forte…!!!
E “stressou-me” algumas vezes!!!
Mas a MINHA MÃE é uma promessa de que terei uma amiga para sempre.»

terça-feira, 27 de maio de 2014

Soneto do amor e da morte



Quando eu morrer murmura esta canção
Que escrevo para ti. Quando eu morrer
Fica junto de mim, não queiras ver
As aves pardas do anoitecer
A revoar na minha solidão.

Quando eu morrer segura a minha mão,
Põe os olhos nos meus se puder ser,
Se inda neles a luz esmorecer,
E diz do nosso amor como se não

Tivesse de acabar, sempre a doer,
Sempre a doer de tanta perfeição
Que ao deixar de bater-me o coração
Fique por nós o teu inda a bater,
Quando eu morrer segura a minha mão.

Vasco Graça Moura,
in "Antologia dos Sessenta Anos"

terça-feira, 8 de abril de 2014

«Não é a morte em si que me preocupa. É antes o filme de terror que pode ser, para uma pessoa, a sua despedida desta vida.»
(Laura Ferreira dos Santos – autora, professora, cronista)