«AMO-TE!»
«Todos os “amo-te” nos salvam da Morte, se tivermos vivido de maneira a saber recebê-los. Sempre que dizemos a alguém “gosto de ti”, estamos a dizer-lhe “não morrerás”. O desafio maior de Viver é construir qualquer coisa que, de tão bela e partilhada, não faça sentido deixar de existir. Construir a Vida é dar-lhe razões para existir sempre.
E “desafio” significa confiar e arriscar… E “construir” significa perguntar e experimentar… E “existir” é receber-se e dar-se, sem ser fonte de si mesmo. E, por isso, não creio que haja outro caminho para chegar a ser Feliz, senão tacteando estas veredas de um certo “não-saber” que, despojando-me das certezas absolutas, me liberta para receber a Vida em toda a sua Graça. Então, há momentos em que a cortina se entreabre um pouco, com a Dança que lá vai dentro, e podemos ter um vislumbre que nos dá Fome e Paz ao mesmo tempo, Sede e Ternura, Desejo e Consolação.
(…)»
(Rui Santiago, cssr)
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