O título "O meu outro pai" seduziu-me.
Pensei que me falaria do outro Pai, Deus.
Afinal este livro fala da dor da perda, de uma forma realista, utiliza um vocabulário que define muito bem o sentir de quem passou ou passa pela dor, de perder quem tanto se ama.
Enquanto lia, a figura da minha mãe fez-se presente junto de mim, recordei os tempos em que ela era a mulher mais activa que eu conhecia e o seu estado actual, completamente dependente de terceiros, sem reconhecer ninguém.
Dói muito vê-la neste estado, é como se fosse um luto antecipado, é a perda antes da grande perda, antes da morte.
As lágrimas começaram a cair e fiquei-me por ali, balbuciando as palavras de carinho que nunca lhe dirigi e que agora (mesmo sabendo que não reconhece a minha voz), me saem tão naturalmente.
Recomendo a sua leitura.
Paulina

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