livro de
Maria Teresa Maia Gonzalez
O Tim está quase a fazer nove anos. Mora com os pais e os dois irmãos. Frequenta a escola, adora andar de skate, sonha ter um canguru como animal de estimação e tenciona ser astronauta. Todos os dias visita os avós maternos, que moram muito perto, e costuma ficar a ver o avô a trabalhar numa oficina que tem na garagem. Na verdade, o avô Jerónimo e o Tim são grandes companheiros! E por causa dessa grande cumplicidade entre os dois, aquele dia foi o pior da vida do Tim... quando o avô morreu!
Foi nessa altura que a avó Paula lhe fez um desafio inesperado:
"Podias escrever uma história (...) Quando te lembrasses de alguma coisa sobre o avô (...) Vocês os dois foram sempre tão amigos... Escrever pode ajudar-nos a ver as coisas de uma maneira diferente (mais inteligente!) e até a percebermos melhor o que vamos sentindo. Acho que ia ser muito bom!"
O livro é como um caderno (vemos no topo de cada página o desenho recortado que as argolas deixaram ficar...), de um rapaz esperto e despachado, que conta memórias, lembra episódios marcantes como o primeiro dia que o avô o deixou entrar na sua oficina e ajudá-lo nos trabalhos manuais (desde que não mexesse em nada sem pedir), ou ainda aquele dia em que o avô lhe disse que quando soube que ia ter um neto se sentiu completamente maravilhado...E Tim acreditou, claro, porque se havia pessoa com jeito para ser avô era o avô Jerónimo!
Nesta (pequena grande) obra também se fala da doença, uma leucemia fatal, dos tratamentos, do internamento no hospital, dos tubos, dos soros, dos medicamentos...Tudo no tom certo, sem excessos, sem explicações absurdas, apenas factos honestos, reais.
A autora tem a capacidade de explicar os temas mais difíceis sem ser paternalista. A leitura poderá ser uma ajuda aos mais novos para lidarem com a perda, muitas vezes, a primeira verdadeiramente significativa e marcante das suas vidas. (texto de @ninh@ e Sonia, em http://retalhosnomundo.blogspot.pt)
— com Maria Teresa Maia Gonzalez.

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