É no capítulo V, que começa o núcleo do livro, com a descoberta de um novo pai, que vai a par e passo com a descoberta de um seu “novo eu”. Diria mesmo que não se sabe bem qual a descoberta que antecede a outra! Será que a sua “self disclosure” – um eu mais sereno, mais genuíno, mais capaz de sentir e de se entregar (última frase do capítulo anterior) leva a uma visão nova de um pai que sempre lá esteve? Parece que assim é, pois vai, consecutivamente recordar, com saudade, muitos episódios vividos em família, com o pai e com a mãe. No fundo, são interpretações que fazemos de episódios, que nos fazem ter pena de nós e que nos confirmam e que fazem que não mudemos as nossas crenças – “eu não sou teimosa, sou perseverante” – onde está o limite?
(Prefácio)
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