O capítulo II, “E depois (d)a dor”, é quase um verdadeiro manual de como estar no luto com alguém, ao mesmo tempo que aquela pessoa se confronta com as vicissitudes práticas (escolha da urna, velório, recepção de familiares e amigos, etc.) e burocráticas, que se lhe seguem. Chega a ser irónica quando trata da burocracia: “Deve ser por causa de tanta burocracia (papéis), que Portugal foi perdendo o seu abundante arvoredo!”
Vai ser uma dura aprendizagem a “subjectividade dos valores” e as desilusões que tudo isso e as pessoas nos provocam… Quase me apetece escrever, algo desconsolado, que só os desconhecidos ainda não tiveram oportunidade de nos desiludir, mas também, talvez, que umas das razões do estar no mundo é aprendermos a lidar, adequadamente, com as nossas emoções e pensamentos e também com as dos outros. É assim que a sua consciência lhe vai ditar que fizesse aos outros o que não tinha conseguido fazer com o seu pai, pois “seria a grande lição a tirar de tudo”.
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